• Programa Primeiro Emprego

Infraestrutura Básica

Os Distritos Industriais são dotados de infraestrutura necessária à implantação e ao desenvolvimento de cadeias produtivas, permitindo a interação de empresas que exercem atividades complementares, adequando elementos de logística, fornecimento de energia, matérias-primas e mão de obra. Deste modo, segue o que é fornecido na Bahia para dar suporte aos empreendimentos que se instalam no estado.

1. ENERGIA

Elétrica: A Companhia Hidrelétrica de São Francisco – CHESF – é a responsável pela geração e transmissão da energia elétrica do Estado, mantendo na Bahia sete hidroelétricas e uma termoelétrica que juntas geram 7.175 MVA de energia, num sistema de transmissão cuja extensão é de 18.428 km, distribuídos em linhas de transmissão de 500, 230, 138 e 69 kV. A Coelba detém a concessão para distribuição de energia na maior parte dos municípios do Estado, atendendo a 5,8 milhões de clientes em 2011, do total de consumidores da Bahia.

Petróleo e Gás: A Bahiagás, empresa de economia mista e ligada à Seinfra, é a primeira em crescimento sustentável e a segunda melhor do país entre as empresas do setor de petróleo e gás. Ela vem ampliando a malha do gasoduto, beneficiando indústrias e residências localizadas nas regiões sul e sudeste do estado, o fornecimento do gás natural para o Hospital Geral do Estado (HGE) e o Hospital de Camaçari, o que possibilita uma grande economia de recursos financeiros, além de atender aos empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. O Estado da Bahia possui 32 bilhões de m³ de gás natural, correspondendo a 15% da matriz energética do Estado A Companhia de Gás da Bahia – BAHIAGÁS, concessionária de gás natural do Estado, fornece gás natural a título de utilidades, matéria-prima e combustível, possuindo atualmente, 569 Km de gasodutos construídos.

Energia renovável: A diversificação da matriz energética do estado vai além da força dos rios e dos ventos e passa também pelo calor solar. Projeto piloto de geração de energia elétrica, com o emprego de painéis fotovoltaicos, foi implantado com êxito no Estádio Governador Roberto Santos (Pituaçu), em parceria com a Coelba, permitindo economia de recursos.

Em parceria com a iniciativa privada, o Estado vem investindo em energia eólica, sendo que 57 projetos para 11 municípios, até 2015, foram efetivados nos três leilões realizados. Foram assinados protocolos de intenção para apoio logístico, regularização fundiária e ambiental para implantação dos empreendimentos.

Além de proporcionar centenas de empregos e movimentar a economia dos municípios, os parques vão gerar um total de 1.500 megawatts, reforçando a segurança energética da Bahia. São 278,4 megawatts gerados no parque de Caetité, 95 em Brotas de Macaúbas, 48 em Sobradinho, 86,4 em Sento Sé, 180 em Casa Nova, 90 em Morro do Chapéu, 258,4 em Guananbi, 171,4 em Igaporã, 168,9 em Pindaí e 149,5 em Campo Formoso.

Parque EólicoInaugurado em 2012, o primeiro parque eólico da Bahia, implantado no município de Brotas de Macaúbas, na Chapada Diamantina, já se encontra em operação. Ele é composto por três usinas eólicas, com 57 torres gerando 95 megawatts.

Já o Complexo Eólico Alto Sertão I, inaugurado em setembro de 2012, é considerado o maior do gênero na América Latina. Com 14 parques nos municípios de Caetité, Igaporã e Guanambi, vai ter 294 megawatts através dos seus 294 aerogeradores. O seu funcionamento depende da interligação ao Sistema Interligado Nacional, por meio de uma linha de transmissão de 230 quilovolts, cuja construção se encontra sob a responsabilidade da Chesf.

A Bahia tem alcançado posição de destaque internacional no segmento eólico, com a atração de empresas, ampliação de fábricas e geração de empregos. Somente em março de 2013, foi confirmada a parceria de R$ 2,7 bilhões entre a Renova Energia e a Alstom, que vai possibilitar a ampliação do parque eólico baiano, já considerado o maior das Américas. Até 2014, serão investidos R$ 6,5 bilhões neste setor, gerando cinco mil empregos na implantação e 500 na operação dos projetos.

2. PORTOS

A Bahia possui quatro portos, três marítimos (Salvador, Aratu e de Ilhéus) e um fluvial (Juazeiro). Os três portos marítimos são organizados e administrados pela CODEBA – Companhia de Docas da Bahia -, empresa pertencente ao Governo Federal. O estado possui ainda sete portos privados (Copene, Usiba, Dow Quimica Ponta da Lage, GDK, Terminal de Cotegipe – terminal privado de uso público e o Moinho Dias Branco) e encontra-se em fase de implantação o Porto Sul, localizado no sul do estado.

Porto de Salvador: Localizado na Baía de Todos os Santos, município de Salvador, com 2.092 metros de cais acostáveis, calado variando a profundidade de -8 (armazéns 1 e 2), de -12 (armazéns 3 e 4), de –10 (armazéns 5, 6, 7 e 8) e de -15 no terminal de contêineres. Disponibilidade do cais para 10 navios atracados simultaneamente. Frequência média de navios aportados de 75 navios/mês e capacidade de movimentação de 5 milhões de t/ano.

Porto de Aratu: Localizado na Baía de Todos os Santos, no município de Candeias, o Porto de Aratu é tipicamente graneleiro, constituído de terminais especializados na movimentação de granéis sólidos (capacidade de 1,8 milhão de t/ano), com três berços, numa extensão de 366 metros, líquidos (cap: 1.380 t/ano), com dois berços que perfazem 340 metros e gasosos (cap: 780 mil t/ano) com berço de 189 metros.

Porto de Ilhéus: Localizado no litoral sul do Estado da Bahia, na Ponta do Malhado, Cidade de Ilhéus, é constituído por um cais de 432 m de extensão com uma profundidade de 10m (32,80 pés) onde podem ser acomodados três navios simultaneamente. De concepção off-shore, é especializado em carga geral e contêineres e com capacidade de movimentação de cargas de um milhão t/ano.

Porto Sul: O Porto Sul é uma iniciativa do governo da Bahia que pretende criar um novo horizonte para o desenvolvimento socioeconômico, desconcentrando os investimentos em Salvador e ramificando para todo o estado. Com um investimento de R$ 2,6 bilhões e a geração de 2.500 empregos diretos e indiretos, o Porto Sul será construído em Ilhéus.

A implantação do porto representa um compromisso do Estado para o escoamento da produção mineral e agrícola, através da nova estrutura logística formada pela Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol), visando a uma maior agregação de valor e ampliação das vantagens competitivas da Bahia.

Modernização de portos: Além do porto de Ilhéus, que está sendo reformado para aumentar a sua capacidade, o governo inaugurou no início de 2013 o Terminal de Contêineres e Graneleiro do Porto de Salvador, ao mesmo tempo que estão em andamento as obras do terminal de passageiros, num investimento de R$ 30 milhões, requalificando a zona do Comércio e preparando a cidade para receber milhares de turistas durante a Copa das Confederações e a Copa de 2014. Como legado, a cidade passará a contar com um moderno porto para atender também aos passageiros dos transatlânticos. A Via Expressa Baía de Todos-os-Santos, com um investimento de R$ 381 milhões, vai tornar o Porto de Salvador um dos mais competitivos do país, sanando de uma vez por todas um dos gargalos da economia baiana.

3. AEROPORTOS

Os principais aeroportos da Bahia localizam-se nas seguintes cidades: Salvador, Porto Seguro, Ilhéus, Vitória da Conquista, Lençóis, Barreiras, Teixeira de Freitas e Valença.

4. RODOVIAS

A Bahia possui 5.914 km de estradas federais pavimentadas em seu território, permitindo o transporte de passageiros e mercadorias a todas as regiões do País. Conta, ainda, com 20.000 km de estradas estaduais, que cobrem todas as regiões do Estado. Possui também uma malha de 101.621 km de estradas vicinais interligando seus 417 municípios.

5. FERROVIAS

A rede ferroviária do Estado da Bahia é parte integrante da antiga Rede Ferroviária Federal. Atualmente privatizada, é explorada pela Ferrovia Centro Atlântico, através de um contrato de concessão válido por um período de 30 anos. Sua extensão é de 1.582 km, sendo constituída de 03 linhas-troncos: a Linha Norte: Salvador - Propriá (Sergipe), com 551 km; a Linha Centro: Alagoinhas - Petrolina (Pernambuco), com 457 km, e a Linha Sul: Monte Azul (Minas Gerais), com 846 km.

FIOL - Ferrovia de Integração Oeste-Leste:

Obra incluída no Plano Nacional de Viação, orçada em R$ 6 bilhões, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) vai permitir o escoamento da produção de grãos do oeste e de minério na região de Caetité, atraindo vários empreendimentos privados, principalmente no setor de mineração.

De um total de 12 lotes, sendo nove em território baiano, oito foram licitados, encontrando-se em execução o trecho Ilhéus-Caetité, com 537 quilômetros de extensão. Desse total, foram executados 137 quilômetros e implantados canteiros administrativos e industriais e pedreiras. As obras em andamento nos lotes 1 e 4 estão sendo realizadas, enquanto os lotes 5 a 9 estão pendentes de licença de implantação.

6. HIDROVIA

A Hidrovia do São Francisco tem uma extensão de 1.371 km e liga Juazeiro (BA) a Pirapora (MG), sendo a principal via fluvial do Estado. São também navegáveis os seus afluentes Rio Grande (370 km) e o Rio Corrente (110 km). Após a implementação dos projetos de infra-estrutura que o Governo Federal está desenvolvendo, e devido a seu potencial e localização estratégica, a Hidrovia do São Francisco se tornará um dos principais canais de escoamento de grãos e frutas da Bahia.

7. TELECOMUNICAÇÕES

A Bahia é servida por um moderno sistema de telecomunicações, o qual se estende por todo seu território. O Estado é o quarto do Brasil em quantidade de dispositivos moveis ativos (17.033.298) após São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

8. QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

Numa demonstração de apoio aos investidores, o Governo da Bahia disponibiliza treinamento especializado para a mão-de-obra local. Foi assim com as empresas dos setores calçadista e de informática, onde o Governo, em parceria com o Senai, criou cursos de nível médio e técnico, específicos para os mesmos.

Outro bom exemplo dessa iniciativa do Governo foi a elaboração de um convênio entre o Estado e a Universidade Federal da Bahia para criação de cursos de especialização voltados para o setor automotivo, tendo como público-alvo engenheiros e técnicos de nível médio, visando dar suporte às demandas da FORD.

Além dos tradicionais centros de formação profissional, a exemplo do SENAI, do SENAC, SENAT e do SENAR, destacam-se ainda na qualificação de mão-de-obra de nível técnico:
• CETIND - Centro de Tecnologia Industrial - vinculado ao Senai, viabiliza a formação técnico-profissional nas áreas de plásticos, química, automação de processos contínuos e meio ambiente. O Cetind presta também serviços tecnológicos estratégicos para o setor de plásticos, através da elaboração de projetos para instalação e otimização de indústrias de transformação.

• IFBA - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia – “Com tradição centenária no ensino técnico-profissional e há mais de uma década no ensino superior, o Instituto atua em sintonia com as demandas profissionais do mundo do trabalho, contribuindo para a cultura empreendedora e tecnológica do estado”

• CIMATEC – Centro de Integrada de Manufatura e Tecnologia – concebido para preparar o trabalhador para a moderna indústria que se desenvolve na Bahia, o SENAI CIMATEC oferece um importante suporte tecnológico através da formação de recursos humanos qualificados em processos industriais automatizados, com alcance em áreas de ponta como robótica e mecatrônica, para a prestação de serviços especializados e promoção de pesquisa aplicada, especialmente nas tecnologias computacionais integradas da manufatura. O Centro é um investimento conjunto do Sistema Fieb, do CNI, do SENAI Nacional, do Governo do Estado da Bahia e da Prefeitura Municipal de Salvador, preparado para atender aos seguintes setores: metal-mecânico, automotivo e autopeças, plásticos, eletro-eletrônicos, calçados, confecções, alimentos, bebidas, dentre outros.

  
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