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05/01/2018 11:00

Bahia teve saldo positivo de empresas

O saldo não foi elevado, mas sinaliza uma melhora substancial no perfil da economia no Estado a partir do segundo semestre de 2017 e projetando uma continuidade ascendente em 2018. Para os 16.567 cancelamentos de empresas na Bahia no ano passado, foram abertos 23.906 novos empreendimentos, com um saldo positivo de 7.339 novas empresas em todo o Estado Os números são menores que do ano passado, quando foram criadas 24.317 empresas, mas que teve maior quantidade de empresas fechadas, 16.812. Dentre as atividades que foram mais promissoras no final de 2017 estão os setores de prestação de serviços e do comércio varejista.

Os serviços cresceram mais, com 9.021 novos empreendimentos e cancelamento de 5.846. Já o Comércio Varejista teve 8.659 novos empreendimentos, mas o fechamento de 8.048 lojas, com um saldo de 611 lojas abertas. Os dados são da Junta Comercial do Estado da Bahia (JUCEB), que mostram que a economia baiana, começa a mostrar sinais de recuperação e reversão de um quadro de índices negativos. “Temos boas perspectivas para 2018. Não um crescimento acentuado, mas um crescimento modesto e contínuo”, diz o presidente do Sindicato dos Lojistas da Bahia, Paulo Mota, que representa 45 mil lojas em todo o Estado, das quais 12 mil em Salvador, e 260 mil empregos, dos quais 120 mil na capital baiana. De acordo com os dados da Junta Comercial, no ano passado, entre o número de empresas que fecharam as portas e as que foram constituídas em todo o Estado, o saldo foi positivo em todos nos segmentos da atividade econômica. Quando comparados os números de novas empresas registradas no ano passado (23.906) com os do ano anterior (24.317), contudo, a diferença é negativa em 411 estabelecimentos. Em contrapartida, foi menor em 2017 o número de empresas fechadas (16.567) em relação a 2016 (16.812), com uma diferença de 245 estabelecimentos.


PERSPECTIVAS

Os números de empresas fechadas na Bahia, divulgados pela JUCEB, necessariamente não expressa uma realidade de mercado, na avaliação do presidente do Sindicato dos Lojistas da Bahia, Paulo Mota. Ele explica que em muitos casos, as empresas fecham as portas, mas não dão baixa (cancelamento de atividades) jurídica na Junta Comercial. “Isso a gente vê com frequência no comércio, pois muitos dos empresários têm pendências fiscais”, disse. No Diário Oficial do Município do último dia 28, no fechar de 2017 a Secretaria Municipal da Fazenda, deferiu 4.320 processos de regularização fiscal, com pedidos de baixa de pessoa jurídica ao longo dos últimos anos. Os números indicam que esses contribuintes passam a ter sua situação fiscal normalizada, podendo reiniciar suas atividades econômicas ou simplesmente mudarem de ramo. A Coordenadoria de Cadastros da Secretaria Municipal da Fazenda informou, através de nota, que as notificações que estão sendo feitas são referentes à regularização do cadastro de atividades da Sefaz, se ajustando ao da Receita Federal, retirando do cadastro as empresas que já deram baixa na Receita. Ao todo, foram baixadas em torno de 50 mil empresas dos registros da Sefaz, cuja relação será publicada no D.O do Município.

O presidente do Sindilojas, Paulo Mota, disse que essa regularização de cadastro fiscal é uma sinalização de que a situação de geração de novas empresas, e consequentemente de postos de trabalho, tende a continuar em Salvador e no interior do Estado. Com a situação fiscal regularizada, dando baixa tanto na Secretaria da Fazenda do Município, como na Receita Federal “ o empresário se torna adimplente com o Fisco e pode retomar seu negócio ou iniciar uma nova atividade”, diz.


Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

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